23 de mar. de 2012

Síndrome de Down- o Pilates como auxílio motor!


Hoje dia 21 de março é  comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Atualmente, a data ganha boa notícia – com os avanços da medicina, a expectativa de vida dos portadores da modificação genética subiu de cerca de 15 anos, em 1947, para 70 anos !

O Pilates vem sendo utilizado como uma alternativa positiva que trabalha o desenvolvimento global na Síndrome de Down (SD ) .
Antes de qualquer técnica específica  para Sídrome de Down , a convivência saudável  deve ser uma das prioridades da estimulação, pois é a partir dela que ocorre o desenvolvimento.
O desenvolvimento é manifestação eminentemente motora, por isso o programa nessa área é fortemente desenvolvido respeitando os níveis de rendimento. Dependendo das deficiências específicas, alguns exercícios são aplicados para inibição de reflexos patológicos.
            O Pilates trabalha com exercícios que podem ser adaptados para :
- auxiliar  um movimento (molas que auxiliam , aparelhos que facilitam posturas ) ;
- para simular uma função ( exercícios em ambiente familiar e que simulam uma atividade de vida diária , esportiva ou profissional  );
- melhorar a capacidade de  concentração (movimentos variados  e utilização de  acessórios ) ;
- estimular a autoconfiança( importantíssimo para acreditar na capacidade de aprender, de produzir e compartilhar);
 - produzir um desenvolvimento muscular equilibrado ( no caso da Síndrome de Down  reduzindo também a hipotonia ) ;
- melhorar a  coordenação motora e equilíbrio .
Na SD pode haver diminuição da interação do indivíduo com o meio ambiente, limitando oportunidades derivadas de experiências sensoriais como visuais ,vestibulares, táteis e proprioceptivas; e o Pilates promove liberdade dos movimentos e aumenta a sociabilização, uma vez que representa ser um ambiente agradável e rico em estímulos, onde são realizados exercícios  lúdicos que envolvem objetivos terapêuticos, de forma individual ou em grupo.




Uma das características principais da Síndrome de Down, e que afeta diretamente o desenvolvimento psicomotor, e a hipotonia generalizada, presente desde o nascimento. A hipotonia origina-se no sistema nervoso central e afeta toda a musculatura e a parte ligamentar.
    Outros aspectos  que o fisioterapeuta, instrutor de Pilates,tem que ter cuidado é
#  Hiperfrouxidão ligamentar , que pode levar a instabilidade importante das articulações ;
# Displasia do desenvolvimento do quadril ( cerca de 5% apresenta , a hiperfrouxidão ligamentar , alterações na forma da pelve e do acetábulo são as causas da luxação );
#  Genuvalgo importante dos joelhos;
#  Luxação recidivante patelo-femoral;
#  Pés planos , valgos e flexíveis;
     A Síndrome de Down além de complicações motoras , também pode apresentar complicações respiratórias que podem ser amenizadas com o trabalho respiratório do Pilates e fortalecimento do transverso abdominal .
         Nas minhas pesquisas sobre o tema encontrei um site muito interessante que mostra uma Fundação de Washington-USA criada para o benefício de pessoas com deficiência intelectual (Atletas Especiais Olímpicos).Eles são preparados com diversas atividades e uma delas é o Pilates,vale a pena conferir o treinamento : http://sports.specialolympics.org/specialo.org/Special_/English/Coach/Coaching/Rhythmic/Teaching/Pilates.htm         , 
tem vários vídeos que ilustram essa intervenção com sucesso !

         
      Na minha opinião  é de primordial importância que os profissionais envolvidos
com os portadores de SD tenham total conhecimento científico sobre a síndrome, com o objetivo de fornecer informações precisas e atualizadas para a família, bem como se aprimorarem constantemente no que tange ao tratamento específico multidisciplinar e suporte emocional. 
           Então o Pilates pode ser sim maravilhoso , o que importa é respeitar a individualidade das características da Síndrome de Down e determinar a linha de exercícios a partir disso!
                                                                                                  Luciana Lafetá de Assis



 


Fontes de pesquisa :
  • http://dezinhamissaoja.blogspot.com.br/2009/07/desenvolvimento-motor.html 
  • http://www.acessa.com/direitoshumanos/arquivo/noticias/2010/02/19-pilates/ 
  • http://sports.specialolympics.org/specialo.org/Special_/English/Coach/Coaching/Rhythmic/Teaching/Pilates.htm
  • SCHWARTZMAN, S.J. Síndrome de Down. 1ª ed. São Paulo: Editora Mackenze; 2000. 
  • SHEPHERD, R.B. Fisioterapia em Pediatria. 3°ed. Editora: Santos; 2006. 
  • SHERRILL, C.  Afecções cerebrais que ocasionam distúrbios mentais. www.unesp.com.br. Disponível em:  http://www.rc.unesp.br/ ib/efisica/hpefa/ dmental3.html/.  
  • Intervenção Fisioterapêutica na Síndrome de Down http://www.faesfpi.com.br/Interven%C3%A7%C3%A3o%20Fisioterap%C3%AAutica%20na%20S%C3%ADndrome%20de%20Down.pdf
  • http://www.projetodown.org.br/ 
  • Perfil do atendimento fisioterapêutico na Síndrome da Down em algumas instituições do município do Rio de Janeiro http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2007/RN%2015%2002/Pages%20from%20RN%2015%2002-4.pdf 
  •  Estudo de alguns fatores que influenciam no desenvolvimento das aquisiçöes motoras de crianças portadoras de síndrome de Down em tratamento fisioterápico; Fisioter. mov;13(1):93-106, abr.-set. 1999.
  • O TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO EM CRIANÇAS COM SINDROME DE DOWN http://www.webartigos.com/artigos/o-tratamento-fisioterapeutico-em-criancas-com-sindrome-de-down/56914/
  • Effects of Pilates on the Health-Related Physical Fitness of Individuals With Disabilities Donna Etherton, N. Kay Covington, Tammy Burt and Mary K. Weishaar, Southern Illinois University Edwardsville, Edwardsville, ILApril 28, 2006
  • Fitness for Kids with down's syndrome, Cynthia L. Lewis, PT, PhD,http://physical-therapy.advanceweb.com/Article/Fitness-for-Kids-with-downs-syndrome.aspx
  • http://sports.specialolympics.org/specialo.org/Special_/English/Coach/Coaching/Rhythmic/Teaching/Pilates.htm 
  • Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado nesta quarta-feira . 
  • Jornal do Brasi
  • Carlos Caroni, março,2012



1 de out. de 2011

A CIÊNCIA DO PILATES - Capa da revista ISTO É

http://www.istoe.com.br/reportagens/164519_A+FORCA+DO+PILATES
Reportagem bem completa sobre Pilates na Revista ISTO É , vale a pena ler  !"

          A matéria fala do Pilates além do foco em fitness , dando ênfase aos estudos científicos e o Pilates na saúde auxiliando na reabilitação de lombalgia , câncer , fibromialgia , atletas e grávidas .

"Trabalhos demonstram que a técnica pode ser eficaz para a redução das dores, com efeitos animadores em casos de dor lombar e de fibromialgia (dor crônica sem origem aparente, mais comum em mulheres, e sentida em vários pontos do corpo). Um dos estudos pioneiros foi feito no Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália. Os pesquisadores recrutaram 43 pacientes com dor lombar. Parte deles fez Pilates, enquanto os demais foram submetidos ao tratamento da Escola da Coluna (método fisioterapêutico criado na década de 60). Ao fim de dez dias, quem praticou Pilates teve ganhos similares aos da fisioterapia tradicional, mas com uma vantagem: estava muito mais contente. Entre os que tiveram aula de Pilates, 61% declararam-se muito satisfeitos com a terapia, contra 4,5% entre os que foram submetidos à outra técnica."


FONTE : Revista ISTO É -Medicina e bem estar 

7 de set. de 2011

Pilates no pós operatório de ARTROPLASTIA DE QUADRIL

       Um aluno após realizar a cirurgia de Artroplastia Total de Quadril ( ATQ ) pode ser beneficiado pelo método Pilates , lógico com o conhecimento prévio do instrutor ,sendo realizado as corretas adaptações e seleção dos exercícios .
Irei então falar neste post sobre Pilates e ATQ , antes irei introduzir falando um pouco da Anatomia , biomecânica e a patologia .Posteriormente utilizarei  um artigo para linkar e abordar o tema .

                                  Introdução        




       A articulação coxofemoral é uma enartrose ,mais precisamente uma diartrose esferoidal. O acetábulo hemisférico recebe e articula a cabeça femoral esférica. Ambas as superfícies articulares são recobertas por cartilagem em aproximadamente dois terços. As principais funções do quadril são suportar o peso corpóreo e oferecer movimento compatível com a locomoção. Dangelo (2000)
        O quadril é dependente quase que exclusivamente do seu arcabouço ósseo cartilaginoso. Portanto, pequenos desalinhamentos ou mínimas alterações da congruência articular, devido ao suporte de peso, levarão ao desgaste da cartilagem articular. Logo, suas patologias mais freqüentes dependem do mau alinhamento e da instabilidade. Dealmonte (2003 )
       Foi justamente por causa da articulação do quadril que surgiu a era das próteses articulares, transformando a cirurgia do aparelho locomotor, (KAPANDJI, 2000).
       Quando a articulação estiver degenerada a ponto de as atividades de vida diária,especialmente andar, se tornarem muito dolorosas, se faz necessário à substituição total do quadril, chamada de Artroplastia Total de Quadril (ATQ)
. Martins (2008 )




Protocolo pós operatório de ATQ ( FISIOTERAPIA ) 

Cuidados :

-manter coxim de abdução , evitando que ocorra a adução do quadril ( sugerir ao paciente que durma com uma almofada entre as pernas até 12 semanas de pós operatório )

- não realizar movimentos de rotação interna , externa e adução

- flexão iniciar até somente 70 graus ( realizar progressão gradativa até atingir 90 graus )

- ortostase > prótese com cimento na 3 semana liberar carga total

prótese não cimentada liberar carga parcial somente após a 6 semana e carga total após 3 meses .

- exercícios fisioterápicos são iniciados desde o pós operatório imediato ( exemplos : movimentação ativa de tornozelos ; isométricos de quadríceps , abdutores e glúteos, Ponte ) .



Pilates x Artroplastia de Quadril

     Para falar sobre Pilates no pós operatório de ATQ eu utilizei o artigo de 2009  "PILATES TRAINING FOR USE IN REHABILITATION AFTER TOTAL HIP AND KNEE ARTHROPLASTY"


    Nesse artigo eles introduzem o conceito de usar o método Pilates na reabilitação pós operatória de Artroplastia de Quadril e Joelho. ( vou dar ênfase para o ATQ )

Os objetivos do trabalho foi :

1- Apresentar o método Pilates para a comunidade Ortopédica , como uma modalidade segura e eficaz para restaurar função , força e equilíbrio do paciente;

2  - Descrever um programa de Pilates, aperfeiçoado e adequado para todos os níveis de habilidades que pode ser continuado a longo prazo e como um regime de manutenção da saúde ; 

3 - Revisão de uma série de pacientes que tenham concluído programa de reabilitação pós Artroplastia do Quadril , 1 ano de acompanhamento

     No pós operatório , esta forma de exercício é fundamental ,pois o Pilates é flexível e pode ser individualizado para atender as necessidades específicas do pós operatório . Os exercícios podem ser facilmente modificados de acordo com as limitações individuais e recomendações referentes a cirurgia , ou seja , na ATQ , limitar flexão acima de 90 graus , adução através da linha média e rotação interna . Tais alterações podem ser facilmente incorporadas a um regime diário utilizando acessórios para restringir determinadas amplitudes e acatar as orientações pós operatórias .

As metas vão evoluindo no pós operatório .

As metas da 2-6 semana incluem :

- exercícios ativo-assistidos e ativos para trabalhar a amplitude de movimento (dentro das diretrizes do pós operatório )

- fortalecimento e desenvolvimento da memória muscular dos músculos flexores, extensores, adutores, abdutores , rotadores internos e externos do quadril .
- aumentar a resistência dos músculos adjacentes e articulações, e melhorar a capacidade ambulatorial.      Foram citados estes exercícios , adaptados devido a limitação de ADM  :

Hundred

1/2 roll down

Single leg circles

Single leg stretch

Double leg stretch

Single straight leg stretch

Double straight leg stretch

Criss cross

Spine stretch forward

Saw

Swan prep
l
Single leg kick

Shoulder bridge, modified
Side kick, variations
Teaser prep 1&2
  



     Após a 6 semana , ocorrendo a adequada cicatrização dos tecidos , as precauções ficam mais leves e os pacientes podem avançar para um nível mais elevado de exercícios que requerem uma alavanca maior e uma mais estabilidade dos músculos do centro para executar .

†,‡6 months and beyond†,‡

All previous exercises

Full roll up

Rolling like a ball

Corkscrew

Double leg kick

Neck pull, modified

Shoulder bridge

Spine twist

Side kick, variations

Teaser 1

Can can, modified

Hip circles, modified


       Após o 6 mês os pacientes já estão com a força e amplitude de movimento recuperadas , as precauções do pós operatório são liberadas , os pacientes podem realizar exercícios mais intensos , com maior resistência , maior eficiência e retorno as atividades desportivas 
.

6 months and beyond†,‡


All previous exercises


Open leg rocker


Swan


Neck pull


Side kick, variations


Teaser 2


Can can


Hip circles


Mermaid, modified


Leg pull front, modified


Serratus push-up, modified or full


Push-up, modified or full




No estudo foi utilizado:

- 38 pacientes ( 30 mulheres e 8 homens

- 21 ATQ e 17 ATJ


Diagnóstico pré operatório de ATQ :

- osteoartrite

- osteonecrose da cabeça femoral

- displasia do qudril

- lúpus


 Idade média :

Pacientes ATQ – 55,4 anos


Resultados do estudo

Com 1 ano de acompanhamento , teve como resultado :

-  25 pacientes ficaram extremamente satisfeitos e 13 estavam satisfeitos com seus resultados e uso de Pilates para a sua reabilitação. 
-  Não houve pacientes que classificou sua experiência ou resultado como um pouco satisfeito ou não satisfeitos.
não ocorreu evento adverso
na continuidade da prática do Pilates , as mulheres manteram , com os homens não se obteve o mesmo sucesso a longo prazo .


Discussão
       O presente relatório tem várias limitações inerentes associado à natureza da retrospectiva da coleta de dados. Além disso, não teve um estudo de controle para comparar os resultados, nem foi a seleção de pacientes randomizados.Essencialmente, os pacientes foram auto-selecionados, expressando o desejo de usar esta técnica para a sua reabilitação pós-operatória. Isto introduz um viés de seleção de pacientes motivadosinfluenciando nos resultados. 
       No entanto, o objetivo deste trabalho e técnica não é para mostrar que o Pilates como uma forma de reabilitação   é melhor do que a terapia tradicional, mas para oferecê-lo como mais uma opção viável para a terapia pós-operatória de ATQ e ATJ .
Apesar destas limitações do estudo, o relatório preliminar  suporta o uso do método Pilates como uma forma alternativa de reabilitação após total do quadril e artroplastia do joelho. 






INDICAÇÕES  BIBLIOGRÁFICAS para estudo e algumas que foram utilizadas no post :

  1. ALENCAR P., BENATO M. , CANELLA R. , PEREIRA G.; Artroplastia total do quadril associada a osteotomia femoral nas deformidades do 1/3 proximal do fêmur; Rev Bras Ortop. 2002
  2.  BOSCHIN LC AT ALL ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL MINIMAMENTE INVASIVA    OBSERVAÇÃO PRELIMINAR REV. BRAS ORTOPEDIA. 2003; 38(11/12)
  3.  CURY M. ,RINALDI E. , PEIXOTO L. ; Artroplastia total do quadril não cimentada em pacientes com artrite reumatóide. Rev Bras Ortop. 2008;43(8):336-42
  4.  DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia básica dos sistemas orgânicos: com a descrição dos ossos, junturas, músculos, vasos e nervos. São Paulo: Atheneu, 2000. p.177-213
  5. -Dauty M, Genty M, Ribinik P.; Physical training in rehabilitation programs before and after total hip and knee arthroplasty; Ann Readapt Med Phys. 2007 Jul;50(6):462-8, 455-61. Epub 2007 Apr 24
  6.   GONÇALVES, Danilo. Artroplastia do quadril com a prótese total de Charnley: bases
  7.   biomecânicas, técnicas casuística pessoal, impressões preliminares. Revista brasileira de ortopedia. v. 38, n. 7, jul 2003.
  8.   arthroplasties followed for 5-11 years. Acta Orthop Scand 2003; 74 (4): 375-9.
  9.  JESUDASON C, STILLER K. ARE BED EXERCISES NECESSARY FOLLOWING HIP ARTHROPLASTY? AUSTRALIAN JOURNAL OF PHYSIOTHERAPY. 2002; 48: 73-81
  10.   KAPANDJI, A. I. Fisiologia articular: esquemas comentados de mecânica humana. 5. ed.São Paulo: Panamericana; Rio de Janeiro: Guanabara, 2000.
  11.   LARSEN K ET AL. EFECCTIVENESS OF ACCELERATED PERIOPERATIVE CARE AND REHABILITATION INTERVENCION COMPARED TO CURRENT INTERVENTION AFTER HIP AND KNEE ARTHROPLASTY. A BEFORE AFTER A TRIAL OF 247 PATIENTS WITH A 3-MONTH FOLLOW-UP. BMC MUSCULOSKELETAL DISORDERS.2008; 9-59.
   12 - Larsen K, Hansen TB, Søballe K; Hip arthroplasty patients benefit from accelerated perioperative care and rehabilitation: a quasi-experimental study of 98 patients ; Acta Orthop. 2008 Oct;79(5):624-30
    13 - Mears  D. , Chelly J. , Vulakovich K. ; THA with a Minimally Invasive Technique, Multi-modal Anesthesia, and Home Rehabilitation; Clin Orthop Relat Res (2009) 467:1412–1417
   14 -  Monaco M. , Vallero F.; Rehabilitation after total hip arthroplasty: a systematic review of controlled trials on physical exercise programas; European Journal of Physical and Rehabilitation Medicine , vol.45; 2009
    15 - SAVIATTO, J. M.; CONSTANTE, S. F.; JUNIOR, A. A. S.; ZABOT, A. F. Fisioterapia na fase de reabilitação de paciente pós artroplastia total de quadril. Revista Fisio Magazine,Londrina, v. 1, n. 4. p. 158-161, ago./out. 2004.
   16 - Sigurdsson E.,  Kristin S. ; Early discharge and home intervention reduces unit costs after total hip replacement: results of a cost analysis in a randomized study; Int J Health Care Finance Econ (2008) 8:181–192
 17 - Silva,M.F.; Azevedo,L.A.O.; dos Santos,F.R., Scheneider Jr.,L.C.; Nabarro,E.N.; ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL: UM ESTUDO DE CASO; XV CONGRESSO SUL-BRASILEIRO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA - SULBRA 2007 Gramado, 21 a 23 de junho
   18 -Ström H, Mallmin H, Milbrink J, Petrén-Mallmin M, Nivbrant B, Kolstad K. The Cone hip stem. A prospective study of 13 patients followed for 5 years with RSA. Acta Orthop Scand 2003; 74 (5): 525-30.
    19 - *** levine b, kaplanek b, jaffe w . Pilates training for use in rehabilitation after total hip and knee arthroplsty; 2009 
   20 - ****Levine B, Kaplanek B, Scafura D, Jaffe WL.Rehabilitation after total hip and knee arthroplasty : a new regimen using Pilates training . .ull NYU Hosp Jt Dis. 2007;65(2):120-5.




10 de mai. de 2011

PILATES NA GRAVIDEZ

O período gestacional compreende diversas mudanças corporais . Durante a gestação o desenvolvimento do útero provoca mudanças na forma , no tamanho e na inércia materna. Essas mudanças devem ser respeitadas durante o Pilates . 
MUDANÇAS POSTURAIS NA GRAVIDEZ  x  PILATES
A postura da gestante está influenciada pela modificação do centro da gravidade, que apresenta uma tendência em deslocar-se para frente, devido ao crescimento útero abdominal e aumento ponderal das mamas. Para compensar, o corpo projeta-se para trás, favorecendo o aumento da lordose lombar, os pés se distanciam e as escápulas se dirigem para trás, a porção cervical da coluna condensa-se e projeta-se para frente. Essas modificações têm aumentado a fragilidade da musculatura compensatória das regiões lombossacra e cervical, o que ocasiona lombalgias e cervicalgias freqüentes. As dores lombares estão presentes em aproximadamente 50% das gestantes, demonstram os estudos   .
O método Pilates é um programa de exercícios que pode trazer conforto à gravidez e ao parto, com foco na estabilidade da musculatura postural e do assoalho pélvico , no fortalecimento e alongamento suave dos músculos. Melhora a concentração, a força postural, o equilíbrio, a coordenação e a qualidade dos movimentos, sem sobrecarregar as articulações. Conseqüentemente auxiliará a prevenir as dores lombares, ombros caídos e tensão no pescoço. 

MUDANÇAS HORMONAIS NA GRAVIDEZ x  PILATES
Além do estrogênio e da progesterona, outro hormônio, chamado relaxina também se eleva. A relaxina proporciona maior mobilidade aos ligamentos, os ossos da pelve tornam-se mais frouxos e alongados, preparando-se para o parto. O método Pilates incentiva o controle muscular postural, que compensa os ligamentos enfraquecidos, ajudando a evitar os problemas comuns nas articulações e a tensão lombar. 
EXERCÍCIOS ADEQUADOS NO PILATES : RECOMENDAÇÕES
O Pilates é indicado para grávidas desde que realize exercícios adequados e com os devidos cuidados respeitando o período gestacional , porque  cada um possui as suas particularidades . Os exercícios são adaptados conforme cada fase da gestação, inicial, intermediária e final, além do pós-parto imediato e seis semanas após.
Existem algumas recomendações que devem ser seguidas durante a prática do Pilates :
*  A grávida deve exercita-se confortavelmente , nunca exercitando até a exaustão , sendo assim sendo capaz de manter uma conversação verbal durante a prática .

* Esteja consciente de seu corpo, e pare o exercício se você se sentir cansada, com falta de ar ou tensa.
*  As mudanças de direção e de postura devem ser lentas entre um exercício e outro .
 Necessidade de hidratação adequada para manutenção do equilíbrio térmico.  O ambiente do Pilates também deve estar com uma temperatura agradável , não treinar em ambientes quentes . A regulação da temperatura depende da hidratação e das condições ambientais. Esses são alguns cuidados para evitar a Hipertermia , principalmente no primeiro trimestre .

*  A freqüência no Pilates deve ser de 2-  3x / semana para que a gestante possa sentir os benefícios da prática em seu dia-a-dia.
* Nenhuma gestante deve iniciar o Pilates sem passar por uma avaliação  e autorização de seu médico . Essa é uma condição fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.  Converse com seu médico sobre a prática do Pilates , escute as recomendações e cuidados solicitando a liberação ! 

CUIDADOS NOS EXERCÍCIOS DE PILATES : O QUE SE DEVE EVITAR!

ü                               O que se deve Evitar durante a prática do Pilates no período gestacional :
ü                         * Cuidado com alongamento máximo ou movimentos repentinos.

    *Evitar a posição supina após 2º trimestre ( alguns estudos relatam que já após o primeiro trimestre )  . O Conselho Americano de Obstetrícia e Ginecologia ( ACOG ) orienta que as gestantes não deitem na posição supina a partir do segundo trimestre. O peso do útero pode comprimir a veia cava inferior, reduzindo o débito cardíaco e dificultando o fluxo sanguíneo da mãe para o feto . Essa condição é conhecida como Hipotensão Supina.
    *Não espere fazer ganhos e avanços físicos durante o tempo da gravidez. Use esta oportunidade de aprender sobre seu corpo e respeita-lo. Este não é o momento de experimentar novos exercícios desafiadores.
 *Não colocar em risco o equilíbrio ,  evitar exercícios  com risco de traumatismo abdominal e queda.    
* Evitar manobra de Valsalva durante os exercícios de resistência. Respeite a respiração do Pilates associado ao movimento .
    *Evitar exercícios de flexão e exercícios com carga alavancada pela coluna podem causar abaulamento dos retos abdominais resultando numa diástase dos retos ( separação dos retos abdominais ao longo da linha Alba ) . Isso leva a uma instabilidade lombar e , em casos graves , a uma hérnia abdominal .

ü                           *  Evitar treinos em freqüência cardíaca acima de 140 bpm. ( intensidade de treino que não ultrapasse    140 bpm ou até 65% (no máximo 70%) da frequência cardíaca máxima (FCM). A freqüência cardíaca da grávida não é elevada pelos exercícios específicos de Pilates, direcionados para gestantes. 

P          PRÁTICA DO PILATES DURANTE TODA A GRAVIDEZ : Primeiro ao Nono mês!!!


            Esteja consciente de que mais alguém está se exercitando com você sempre 
          Uma mulher grávida que freqüenta aulas de Pilates desfruta dos benefícios clássicos da técnica, como foram citados . Quem já era adepta do método e prossegue praticando a atividade, obtém a continuidade de resultados positivos, um bom exemplo temos a aluna Mônica Scaramuzzo , que já realizava o Pilates anterior a gravidez , manteve a prática durante os 9 meses e  posteriormente realizou o  trabalho pós parto .
Depoimento da Mônica : 
"Sempre pratiquei exercícios físicos de alto impacto, como pedalar com grupos noturnos. Quando engravidei em maio de 2010, uma das minhas maiores preocupações era saber se poderia continuar praticando exercícios. Afinal, faço Pìlates desde 2007 e fazia musculação e ciclismo regularmente. Meu médico foi super gente boa comigo. Ele me liberou para praticar todos os exercícios, desde que eu fizesse moderamente, inclusive pedalar. Mantive o Pilates durante toda a gestação e pedalei no grupo noturno feminino Saia na Noite até o quarto/quinto mês de gravidez. Foi super tranquilo. Afinal, o maior perigo em pedalar era o tombo. Mas esse risco eu correria grávida ou não. Sobre o Pilates, só tenho elogios. Nada foi sacrifício no Pilates durante a gravidez. A barriga crescia e a intensidade dos exercícios foi ficando cada vez mais moderada.  Fiz parto normal e o “sofrimento” não foi tão grande. Os exercícios me ajudaram a ter uma gravidez super tranquila. Não engordei muito: 11 quilos e comia praticamente tudo, sem abusos. Eu pratiquei exercícios até a última semana de gestação, que foi de 39 semanas e 4 dias. O Pedro nasceu forte e lindo e mais importante: com saúde de ferro." Mônica Scaramuzzo


                                                                                                                            Luciana Lafetá
Referências :


- Sports Medicine Australia
- Polestar
- American College of Sports Medicine
- The American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) guidelines
- WOLFE LA, DAVIES GAL: Canadian Guidelines for Exercise in Pregnancy. Clin Obstet Gynecol 2003;46(2):488
- CLARKE PE, GROSS H: Women’s behavior, beliefs and information sources about physical exercise in pregnancy. Midwifery ,2004;20(2)
- GAZANEO M. , OLIVEIRA L. , Alterações posturais durante a gestação , 1998
- Pilates in pregnancy: the Body Control method. Robinson L. 2007  Mar;10(3)
 - Pilates and pregnancy.Balogh A.. 2005 May;8(5):220-2.
- PilatesStyle Magazine / out200
- livro: "Pilates Para Grávidas", de Endacott, J.